CONVERSAS DE ALMA

  • Jun222017

    A RODA DA VIDA

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    Se tu vives a tua vida a um ritmo avassalador em que tudo à tua volta parece andar a uma velocidade intensa.

    Ou por outro lado, se vives a uma velocidade lenta, em que nada acontece e está sempre tudo na mesma….

    Já paraste para reflectir?

    O ritmo pode ser o que for, não faz mal nenhum, porque cada um tem o seu próprio bioritmo.

    Agora nunca te esqueças de colocar a questão fulcral.

    Estou feliz com este ritmo?

    Estou a sentir-me saudável, energético(a) e com vontade de viver?

    Se estás parabéns, aprendeste a confiar na vida e a viver independentemente do ritmo.

    Se não estás, atenção, é importante alinhares o teu centro, porque esse ritmo pode destabilizar-te, prejudicar-te e entrares em espiral decrescente.

    Realinhares-te com o teu propósito de acordo com a tua essência, é muito importante para te sentires feliz.

    É um direito e uma responsabilidade individual enquanto Ser humano.

    Zelar e viver a tua própria felicidade neste planeta, é uma dádiva de gratidão.

    Lembra-te que dentro de ti há sempre uma Alma a tentar ser feliz, não lutes contra ela, colabora com ela para que essa felicidade se concretize.

  • Mar252017

    LIBERDADE

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    Os muros e qualquer tipo de barreira que constróis consciente ou inconscientemente à tua volta, são os mesmos que te impedem de receber aquilo de que sentes falta.

    Não culpes ninguém, nem muito menos a vida, do que não tens. Porque na verdade a vida só te está a tentar mostrar o que estás a fazer a ti próprio.

    Confia na vida. Eu sei que por vezes a mente diz: “eu confio mas depois o que me fazem”, “eu confio mas depois as coisas não correm bem e sinto-me traída, e sinto-me abandonada”. Mas uma coisa te digo. Se não treinares a confiança da vida, começando aí bem dentro de ti, no centro do teu peito, nunca te sentirás livre. Não é de um dia para o outro, mas é um treino.

    O que te impede de confiar é o medo. O medo de dar, o medo de sofrer. É a memória que tens de vezes que confiaste e não aconteceu como tu querias. E o que é que isso provocou em ti?

    Provocou proteção. Provocou vontade de não voltar a passar pelo mesmo, vontade de criar uma barreira à volta do teu coração, para que quando tiveres que voltar a confiar, não voltes a sofrer.

    Mas isso não é confiança, isso é controlo. É construir um muro à volta do coração e estar sempre à espreita para tentar perceber quando é que a dor não está por perto, para poderes sair em segurança de trás do muro. E achas que isto é o quê? É proteção? É liberdade? É viver? Não.. isso é prisão. Isso é uma submissão ao medo e à dor. E o que isso trás? Infelicidade e claustrofobia.

    O que tens de fazer?

    A tua escolha é o mais importante. Tens que escolher se queres continuar assim ou não. Tens que escolher se queres ser refém do medo atrás do muro, ou se queres sentir a Liberdade.

    E a Liberdade? A Liberdade.. como se faz? Como é que a sinto?

    Ah, isso é um caminho. Isso é uma aprendizagem. É um caminho para quem ousa Ser na sua plenitude.

    É o caminho de assumir o compromisso de sair de trás do muro e aprender a sentir. E aprender que o sentir é a verdade que te guia. Quando sais de trás do muro ficas exposto e isso por vezes não é fácil e pode não ser nada confortável, mas só iniciarás a aprendizagem da Liberdade quando aceitares essa exposição. E essa exposição não tem a ver com ir a correr para o mundo ou gritar algo cá para fora. Tem a ver com ires dentro de ti, ao mais fundo de ti e com todo o teu corpo, com todas as tuas células e com toda a tua vontade, comunicares à vida que confias nela, porque sabes que tudo o que ela te trouxer é o que tu precisas nesse momento, ou como experiência ou como informação. E de coração aberto, confiares que é isso mesmo que precisas. Encontrar a paz dentro do teu coração e fazer a pergunta: “O que queres de mim com isto, vida? “ e permanecendo em paz, a resposta surge. Podes Senti-la , Intuí-la ou simplesmente pedir para que a resposta “venha de forma que eu a perceba”. E aguardar a partir daí.

    Quando este processo e treino estiver tão natural, vais reencontrar o teu confidente e compincha, vais encontrar o teu eco, vais sentir a liberdade de viver em união com a vida. Vais sentir a liberdade de confiar na vida e no que sentes a cada momento.

  • Mar102017

    DAR O SALTO

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    Quantas vezes quero,
    porque sinto um calor no peito,
    quero porque sinto algo no meu peito
    que tem uma força que quase não consigo segurar.
    Algo que me faz sonhar,
    algo que vou atrás na minha imaginação como se fosse um balão solto em direção ao Céu….
    E a minha imaginação,
    o meu pensamento
    vai atrás e consegue-se perder na imensidão dessa viagem.
    Pois… é maravilhoso e dá uma sensação maravilhosa,
    parece que de repente vejo o mundo com outros olhos,
    parece que de repente o mundo é perfeito,
    parece que por um momento o mundo tem um espaço para a felicidade,
    para a realização plena,
    parece que afinal há espaço nesta Terra,
    neste planeta,
    para eu me expressar,
    para eu me sentir feliz na verdadeira expressão do meu Ser.
    Mas volto à terra, e passado um tempo a minha mente chama-me à sua realidade,
    “Como? Fazer isto?”, “Que parvoíce”, “Isso não vai dar certo”, “Isso não é para mim”, “Estás a exagerar”, blá blá blá blá…
    pois é… sabes o que é isso?
    Isto é a tua guerra interna,
    isto é o teu maior problema,
    isto é a eterna dificuldade,
    isto é a doença da sociedade atual.
    Conflito entre a mente e o espírito.
    Conflito entre o sopro de inspiração que te faz feliz, livre
    e o conforto do conhecido, de viveres a partir de padrões habituais, seguros, entediantes.
    Tens solução?
    Tens. Escolhe olhar para a situação de coração aberto.
    Escolhe mesmo, no mais profundo de ti, o que queres.
    Escolhe de que lado queres ficar, no conflito e guerra interna
    ou na paz entre estes dois mundos.
    Se reparares, o do conflito é mesmo o que te trás a dor, o sofrimento de que tanto queres fugir.
    Escolhe abraçar o medo,
    escolhe olhá-lo de frente e
    não teres medo do próprio medo.
    Escolhe a liberdade de poderes escolher o que queres para ti,
    o que te faz sentir vivo,
    o que te faz sentir a cada dia a benção de estares vivo e poderes ter mais uma oportunidade de te expressares em toda a plenitude.
    É um risco?
    É. Mas é um risco que te leva ao maior valor que podes adquirir.
    É o teu próprio valor.
    É a união da Terra com o Céu.
    Do teu Corpo com o teu Espírito.
    E a escolha é tua.